Violetas Africanas

 

(História contada por Gary Oliver no IV Congresso Nacional do REVER)

 

Certo homem, ao visitar uma senhora deprimida, conheceu toda a majestosa mansão daquela irmã. Eram muitos cômodos, mas o homem conselheiro notou que todos eles estavam fechados, escuros, com ares sombrios e depressivos, havia uma grande tristeza imperando na casa, até que a senhora o levou a um quarto especial. Nele havia luz, água, alimento, tudo para criar um ambiente saudável para a coleção de violetas africanas daquela senhora. Eram plantas belíssimas, cheias de graça, que exigiam um cuidado especial e grande atenção por parte de todos os que as rodeavam. Perplexo, o homem virou-se para a senhora e exclamou:

-         Você não é uma boa cristã!

Curiosa, a mulher perguntou a razão daquele ataque, ao que o homem respondeu:

-         Se você fosse uma boa cristã, todas as vezes que recebesse os boletins da igreja, notaria ali notícias de pessoas que estavam doentes, pessoas que estavam aniversariando e até famílias tristes pela perda de um ente querido. Então você se lembraria dessa incrível coleção de violetas africanas e daria uma delas a essas pessoas, para alegrar-lhes mais os corações.

Quando alguém, perguntou a esse senhor porque ele, ao invés de buscar os motivos da depressão daquela senhora, preferiu gastar tempo falando daquelas plantinhas, ele explicou:

-         As violetas africanas eram o único sinal de vida naquela casa.

Por que se prender no que já estava morto se ainda havia coisas vivas para cuidar? Quando mencionávamos as palavras “violetas africanas” no congresso, todos sabiam que nos referíamos ao potencial interior de cada um, aos pequenos sinais de mudança, às virtudes internas nem sempre perceptíveis. O fato mais lindo foi perceber que cada um de nós, sem exceção, tem violetas africanas, e isso é nato.

Se pudéssemos sondar bem os nossos corações, sondar o suficiente, perceberíamos que bem no fundo habita Cristo em nós – esperança da glória. Por isso, somos mais santos que pecadores, temos virtudes bem mais que fardos. Isso é um grande mistério que não podemos deixar de admirar. Oh! Grande mistério! Oh glória!